Caneca branca

caneca

 

Eis a mesma solidão de todos os dias

Corredores e vida vazia

Saudades e lembranças vivas

E um gole de chá quentinho na caneca de sempre.

 

Eis a mesma insônia de todas as noites

Mãos e corações vazios

Nostalgias e vontades vivas

E um gole de café puro na caneca da vida.

 

Eis a mesma dor de todas as tardes

Aliança e roupas na gaveta

Esperanças e sonhos vivos

E um gole de leite gelado na caneca da ferida.

 

Eis a mesma frustração de todas as manhãs

Vontades e corações escondidos

Lágrimas e olhares vivos

E um gole de chá gelado na caneca da saudade.

 

A caneca branca de todos os dias

O gosto ruim de todas as noites

O chá amargo de todas as tardes

E o leite azedo do medo de despertar todas as manhãs.

 

Andrio Robert Lecheta às 08:31 da manhã 28/07/2014

ao som do instrumental de Slow It Down – The Lumineers.

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